O Brasil virou o centro da corrida por infraestrutura de inteligência artificial na América Latina. Segundo o relatório da consultoria JLL para a região, o país concentra cerca de 48% da capacidade de data centers já em operação e 71% de toda a capacidade atualmente em construção.
Os números da liderança
Dos data centers em construção na região, o Brasil responde por 71%, à frente de Colômbia e Chile. Em 2025, a América Latina bateu recorde, com a entrega de 184 megawatts de nova capacidade, superando a marca anterior de 141 megawatts em 2022. O eixo Sudeste puxa o movimento, com destaque para São Paulo, Barueri, Campinas e Rio de Janeiro.
Por que o Brasil atrai esses investimentos
Um dos maiores trunfos é a energia: a matriz elétrica brasileira é majoritariamente renovável, o que reduz o custo e a pegada de carbono dessas estruturas, grandes consumidoras de eletricidade. Projetos bilionários já estão em andamento, como um complexo no Ceará, resultado de uma parceria entre a plataforma Omnia e a empresa Casa dos Ventos, com investimento estimado em 50 bilhões de reais.
O desafio que continua
Mesmo na liderança, o país ainda processa parte relevante dos seus dados no exterior, cerca de 60% segundo especialistas, e enfrenta entraves regulatórios. O avanço depende de destravar energia e regras para transformar a vantagem natural em capacidade instalada.
Perguntas frequentes
Quanto o Brasil representa nos data centers da região?
Cerca de 48% da capacidade em operação e 71% da que está em construção na América Latina, segundo a JLL.
Por que o Brasil atrai data centers?
Principalmente pela matriz elétrica majoritariamente renovável, que reduz custo e pegada de carbono dessas estruturas.
Onde ficam os principais polos?
No eixo Sudeste, com São Paulo, Barueri, Campinas e Rio de Janeiro, e novos polos como o Ceará.
Qual é o principal desafio?
O país ainda processa boa parte dos seus dados no exterior e enfrenta entraves regulatórios e de energia.





