IA: Google, OpenAI e Anthropic criam órgão próprio

Google, OpenAI e Anthropic estão formando a Frontier AI Standards Agency, um órgão de autorregulação da IA sem o governo, e miram Sriram Krishnan como CEO.
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As três maiores empresas de inteligência artificial do mundo, Google, OpenAI e Anthropic, estão montando o próprio órgão de padrões, sem o governo. Chamado provisoriamente de Frontier AI Standards Agency, ele deve começar entre o fim de 2026 e 2027, e as três já convidaram Sriram Krishnan para ser o presidente-executivo.

O que seria a Frontier AI Standards Agency

A proposta é um órgão voluntário, conduzido pelo próprio setor e independente do governo, para definir padrões de segurança dos modelos de IA mais avançados. Entre os pilares em discussão estão avaliações técnicas compartilhadas, auditorias antes do lançamento, estruturas de teste independentes e protocolos de segurança padronizados. O modelo lembra o da FINRA, a autorreguladora do mercado financeiro nos Estados Unidos.

Quem é o nome cotado para liderar

O convite foi feito a Sriram Krishnan, ex-conselheiro sênior de IA da Casa Branca, que deixou o cargo em junho de 2026. Na saída, ele rejeitou a ideia de um regime de licenciamento e afirmou que “não haverá uma FDA para a IA”, argumentando que uma agência central atrasaria o avanço da tecnologia. Antes do governo, ele foi sócio da gestora Andreessen Horowitz.

As críticas ao plano

A iniciativa já divide opiniões. O presidente-executivo da Cohere, Aidan Gomez, chamou a proposta de “um cartel com outro nome”. Vale lembrar que as três empresas tiraram nota C+ ou menor no índice de segurança de IA do Future of Life Institute de 2026, e que já haviam criado juntas o Frontier Model Forum em 2023. Fica no ar quem vai financiar o órgão e qual será o seu poder real.

Perguntas frequentes

O que é a Frontier AI Standards Agency?

É um órgão de padrões de segurança para IA, voluntário e conduzido pelo próprio setor, que Google, OpenAI e Anthropic estão formando sem a participação do governo.

Quem deve liderar o órgão?

As empresas convidaram Sriram Krishnan, ex-conselheiro de IA da Casa Branca, para ser o presidenteexecutivo.

O governo participa?

Não. A proposta é de um órgão independente, que pretende preencher a lacuna deixada pela ausência de regulação estatal.

Por que há críticas?

Críticos, como o presidente-executivo da Cohere, veem risco de as próprias empresas definirem as regras que as beneficiam, o que ele chamou de cartel.

Quando deve começar?

A previsão é de lançamento entre o fim de 2026 e 2027.

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